homens jovens com luz nas suas caras
à minha mesa, a falar de amor, a falar de revolução
que é amor, escrito ao contrário, como
ias amar-nos a todos, ias trovejar a tua sabedoria anarquista
sobre nós, ias trovejar Dante, e Giordano Bruno, homens ordeiros
inclinados para os teus fins, bom quero que saibas
que o fazemos por ti, e o teu tipo, por Carlos Tresca,
por Sacco e Vanzetti, sem o
sabermos ou pensarmos, tal como o fazemos por Aubrey Beardsley
Oscar Wilde (todas as luzes de rua
deverão ser roxas), fazê-lo
por Trotsky e Shelley e o grande/burro
Kropotkin
gente d'A Greve do Einsenstein, o tédio do Jean Cocteau, fazêmo-lo pelas
estrelas sobre o Bronx
para que elas possam olhar a terra
e não se sentir envergonhadas.
SOBRE A AUTORA
Diane di Prima, poeta beat feminista, permaneceu anos na obscuridade, sendo apenas reconhecida como namorada de Jack Kerouac.
Foi parte do emergente movimento beat, desenvolvendo amizades com Amiri Baraka, Allen Ginsberg, Frank O'Hara e Audre Lorde. Depois de se juntar à comunidade de Timothy Leary no norte do estado de Nova Iorque, mudou-se para São Francisco em 1968. Um dos seus livros, The Poetry Deal, foi publicado pela City Lights Publishers. Di Prima foi nomeada Poeta Laureada de São Francisco em 2009. Recebeu o Prémio de Serviço Vitalício da National Poetry Association e o Prémio Fred Cody pelo Conjunto da Obra e recebeu também bolsas do National Endowment for the Arts, do Committee on Poetry, da Lapis Foundation e do Institute for Aesthetic Development. A St. Lawrence University concedeu-lhe um doutoramento honoris causa.
Este é o primeiro livro de di Prima traduzido para a língua portuguesa.
Género: Poesia
232 páginas
Tradução: Sónia Balacó
Capa: Cobramor
Revisão: Carla Moreira
Obra apoiada no âmbito do Concurso de Tradução de Obras Literárias da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento
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