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Sol e aço, pode ser lido como o relato de como um rapaz frágil e livresco descobriu a importância do seu próprio ser físico; o “sol e o aço” do título são, eles próprios, símbolos, respectivamente, do culto do ar livre e dos pesos utilizados no culturismo. Trata-se também de uma reflexão sobre a relação entre a acção e a arte, e em particular sobre a sua própria arte.

Num plano mais pessoal, é o relato da busca de identidade e de integração, demonstrando como uma preocupação intensamente individual pode ser desenvolvida até se tornar numa filosofia de vida.

A confissão e a auto-análise, a filosofia e a poesia combinam-se, no final, para criar algo que é, em si mesmo, perfeito e auto-suficiente, uma obra literária tão cuidadosamente construída como os romances de Mishima e que, simultaneamente, fornece uma chave indispensável para a compreensão desses romances enquanto arte.

O livro funciona também como um precursor do suicídio dramático de Mishima em 1970, espelhando a sua crença na realização trágica e no ethos do guerreiro.

A sua vida e a sua obra confrontam-se frequentemente com conceitos como a honra, a revolta e a interacção entre o erotismo e a violência.

SOBRE O AUTOR

Yukio Mishima, novelista e dramaturgo nasceu emTóquio em 1925 e suicidou--se, de forma mediática praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais.

O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua concepção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo.

 

Capa; Cöbramor

Tradução: Cöbramor

Revisão: Príncipe Anarquista

Yukio Mishima - Sol e aço

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